sábado, 12 de dezembro de 2009

"Porque às vezes, eu queria me chamar Clementine, ter o cabelo azul e apagar um pedaço da minha memória. Deletar o que não se deve / se quer / se pode lembrar.

Assim: pra sempre."
[J.U.]

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Amanhã...
Sinto uma angústia tão grande. Já falei que sofro por antecipação? Pois é...
E nada nem ninguém consegue aplacar essa dor. Dez anos, a mesma... Eu fujo, fujo... tento... mas por mais que eu me perca o passado sempre me encontra.
Nem me reconheço mais. Os olhos que me encaram no espelho não são os meus.
Me sinto infinitamente triste. Rir de tudo é desespero.
Achei que poderia esquecer ao menos esse ano... mas parece que é impossível.
Se ao menos... sei lá... eu conhecesse alguém diferente.
"Páginas arrancadas. Não me lembro de ter feito isso.
Pelo visto é a primeira vez que escrevo em dois anos."


Acho que eu sou muito triste.
Preciso aprender a rir sozinha. Chorar eu sei, bem até demais. Tenho motivos suficientes só por ser Dezembro.
Sinto medo. E não quero chorar mais.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

"vamos combinar, então, que da próxima vez eu abandono esse papel de santa. nada de coração, sentimento, paixão. nada dessas palavras que a gente encontra em versos e poesias de cartão mal escrito. fica combinado que, da próxima vez, você vai se divertir em outro lugar. vai torcer contra mim sentado em outra arquibancada. rir de outra piada. fica assim, então, combinado. eu não choro mais de madrugada, não me chamo mais de tonta em frente ao espelho, não borro mais com a mão o meu batom vermelho. não puxo os meus cabelos. não brigo mais. nada de gritos e palavrões. nada de portas batidas rachando as paredes aos poucos. nada de perseguições. fica combinado que eu não acredito mais em bonecos de noivos em cima de bolo cheio de creme. em fatia cortada de baixo pra cima. em goles de bebida em copos cruzados. combinado, então. eu não me derreto mais com flores no meio do dia. não acredito mais em frases quase dentro da orelha. em lambidas no pescoço. em telefonemas. não me admiro mais com laço grande em caixa de presente. fica combinado que não sou mais a boazinha, a paciente. a partir de hoje, pedra no lugar do coração. fica combinado que não haverá mais sofrimento, dor, envolvimento. a partir de hoje, abandono de vez o papel de santa. serei puta. a partir de hoje, nem beijo na boca"


[Eduardo Baszczyn]
http://www.coisasdagaveta.blogspot.com/
"todas as palavras boas estão pálidas de exaustão. flores. lua. olhos. lábios. eu gostaria de escrever como se a literatura nunca tivesse existido. eu não consigo."

[victor shklovsky]
Se quiser que eu minta, eu minto
Se quiser que eu finja, eu finjo
se quiser que eu chore, eu choro
se quiser que eu sinta... me perdoe.

eu sempre fiquei na esperança de que um dia o que você escreveu fosse pra mim... mas eu nem acredito mais em amor, nem em coisas bonitas como ele. por mais que eu mostrasse você nunca sentiu, por mais que eu passasse por cima de tudo... você nunca achou que estava errado... e por mais que eu te perdoasse de antemão você nunca desmonstrou se importar, sempre achando que estava certo e eu sempre mais errada pra você. por mais que eu mova o mundo, nunca seria o bastante ou o suficiente. como nunca fui. pra você.





"É por saber como tudo termina, que abandono esta história por aqui. Incompleta. Eu, hoje, corto dois pontos dessas minhas reticências e deixo apenas um."
[Eduardo Baszczyn]
http://www.coisasdagaveta.blogspot.com/

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

malditos librianos...

e suas balanças... nas quais
por mais que se pese... o peso é sempre o mesmo.

prefiro minha impulsividade ¬¬'
com ela não corro o risco de pesar direito e não fazer as coisas que eu quero.
sim, eu estava certa o tempo todo, não, o que eles dizem não devia dizer nada e talvez minhas saídas não fossem fugas... elas eram apenas saídas. de emergência, mas sempre saídas.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Quando penso em alguém... é por você que eu fecho os olhos.

Quando um cara nos pede uma chance e a gente dá... a gente dá.
Beijar é fácil, cara! O difícil nessa vida é se entregar.
Difícil também voltar atrás depois do Adeus.
Difícil ter estômago... para sorrir depois de levar um soco.
Difícil não aceitar fugir... quando um estranho te pára e te pede um beijo.
Por quê beijar... beijar é fácil. Difícil é o dia seguinte... é dar uma chance e ficar extasiada ao fechar os olhos e sentir o mundo inteiro perder o sentido.
Quando o mundo pára, é no seu abraço que eu me perco;)



[um de menos]