terça-feira, 15 de dezembro de 2009
se ao menos o sol saísse. o telefone vibrasse. a gaveta caísse. a luz acendesse. uma música começasse.
se ao menos o interfone tocasse. alguém chegasse. o espelho partisse. sua boca tremesse. seus olhos fechassem.
se ao menos chovesse. as janelas quebrassem. as portas batessem. seus braços se abrissem. e tudo sumisse.
se ao menos o interfone tocasse. alguém chegasse. o espelho partisse. sua boca tremesse. seus olhos fechassem.
se ao menos chovesse. as janelas quebrassem. as portas batessem. seus braços se abrissem. e tudo sumisse.
Quando o mundo parece cinza você tem ânsias de abrir a janela para ver se o cinza aqui dentro não é só o reflexo da vidraça fechada. Você abre e continua cinza. O céu e a vida lá fora estão tão cinzas quanto o ar aqui dentro.
Em dias cinzas assim. Você respira e o céu também é pesado. O ar entra com dificuldade e seus pulmões imploram por um pouco de fumaça. Cada batida do seu coração é um estrondo e os trovões lá de fora estão apenas na sua cabeça.
Não vai chover, você sabe que não, o sol só acordou de mau humor e resolveu ficar escondido. E a vontade é de poder se esconder como ele, já que a fuga é impossível. Não se pode fugir para sempre. Mas se fosse possível você com certeza o faria. Sem olhar para trás e sem pensar meia vez. Mas seus fantasmas continuam te acordando no meio da noite e você não tem mais treze anos. O mundo não é uma bola de gude e pessoas têm vontades e sentimentos que você repudia. Os dias se arrastam devagar e o mundo ainda gira ao contrário.
Se ao menos você encontrasse uma resposta. Um motivo. Uma explicação... uma pedra no meio do caminho, uma luz se acendesse, o mundo explodisse ou uma estrela caísse. Se ao menos suas canetas fossem laranjas.
E você pinta as unhas, pinta os cabelos, pinta as letras e pinta as lentes. Tentando colorir tudo de vermelho.
Mas nada. O mundo dos três lados, da vidraça e do espelho, continua cinza. Os olhos que te encaram de volta continuam não sendo os seus. A meias nos seus pés também não são as suas.
Só esse céu cinzento coberto de infelicidades. Só esse aperto e esse peso do tamanho do mundo turvando seus olhos e os mantendo no chão. A esperança esmagada nas entrelinhas. E seu urubu pintado de verde trancado naquela gaiola. As cartas na gaveta. Os retratos na estante e os quadros nas paredes. E as flores de papel de cigarro. Tudo cinza. Tudo turvo. Como dois pés esquerdos. Como se afogar num trem. Como um silêncio canhestro. Como um dia chuvoso de Dezembro. Como um fim de tarde sem pôr-do-sol. Como um sorriso triste.
Em dias cinzas assim. Você respira e o céu também é pesado. O ar entra com dificuldade e seus pulmões imploram por um pouco de fumaça. Cada batida do seu coração é um estrondo e os trovões lá de fora estão apenas na sua cabeça.
Não vai chover, você sabe que não, o sol só acordou de mau humor e resolveu ficar escondido. E a vontade é de poder se esconder como ele, já que a fuga é impossível. Não se pode fugir para sempre. Mas se fosse possível você com certeza o faria. Sem olhar para trás e sem pensar meia vez. Mas seus fantasmas continuam te acordando no meio da noite e você não tem mais treze anos. O mundo não é uma bola de gude e pessoas têm vontades e sentimentos que você repudia. Os dias se arrastam devagar e o mundo ainda gira ao contrário.
Se ao menos você encontrasse uma resposta. Um motivo. Uma explicação... uma pedra no meio do caminho, uma luz se acendesse, o mundo explodisse ou uma estrela caísse. Se ao menos suas canetas fossem laranjas.
E você pinta as unhas, pinta os cabelos, pinta as letras e pinta as lentes. Tentando colorir tudo de vermelho.
Mas nada. O mundo dos três lados, da vidraça e do espelho, continua cinza. Os olhos que te encaram de volta continuam não sendo os seus. A meias nos seus pés também não são as suas.
Só esse céu cinzento coberto de infelicidades. Só esse aperto e esse peso do tamanho do mundo turvando seus olhos e os mantendo no chão. A esperança esmagada nas entrelinhas. E seu urubu pintado de verde trancado naquela gaiola. As cartas na gaveta. Os retratos na estante e os quadros nas paredes. E as flores de papel de cigarro. Tudo cinza. Tudo turvo. Como dois pés esquerdos. Como se afogar num trem. Como um silêncio canhestro. Como um dia chuvoso de Dezembro. Como um fim de tarde sem pôr-do-sol. Como um sorriso triste.
sábado, 12 de dezembro de 2009
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Amanhã...
Sinto uma angústia tão grande. Já falei que sofro por antecipação? Pois é...
E nada nem ninguém consegue aplacar essa dor. Dez anos, a mesma... Eu fujo, fujo... tento... mas por mais que eu me perca o passado sempre me encontra.
Nem me reconheço mais. Os olhos que me encaram no espelho não são os meus.
Me sinto infinitamente triste. Rir de tudo é desespero.
Achei que poderia esquecer ao menos esse ano... mas parece que é impossível.
Se ao menos... sei lá... eu conhecesse alguém diferente.
"Páginas arrancadas. Não me lembro de ter feito isso.
Pelo visto é a primeira vez que escrevo em dois anos."
Acho que eu sou muito triste.
Preciso aprender a rir sozinha. Chorar eu sei, bem até demais. Tenho motivos suficientes só por ser Dezembro.
Sinto medo. E não quero chorar mais.
Sinto uma angústia tão grande. Já falei que sofro por antecipação? Pois é...
E nada nem ninguém consegue aplacar essa dor. Dez anos, a mesma... Eu fujo, fujo... tento... mas por mais que eu me perca o passado sempre me encontra.
Nem me reconheço mais. Os olhos que me encaram no espelho não são os meus.
Me sinto infinitamente triste. Rir de tudo é desespero.
Achei que poderia esquecer ao menos esse ano... mas parece que é impossível.
Se ao menos... sei lá... eu conhecesse alguém diferente.
"Páginas arrancadas. Não me lembro de ter feito isso.
Pelo visto é a primeira vez que escrevo em dois anos."
Acho que eu sou muito triste.
Preciso aprender a rir sozinha. Chorar eu sei, bem até demais. Tenho motivos suficientes só por ser Dezembro.
Sinto medo. E não quero chorar mais.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
"vamos combinar, então, que da próxima vez eu abandono esse papel de santa. nada de coração, sentimento, paixão. nada dessas palavras que a gente encontra em versos e poesias de cartão mal escrito. fica combinado que, da próxima vez, você vai se divertir em outro lugar. vai torcer contra mim sentado em outra arquibancada. rir de outra piada. fica assim, então, combinado. eu não choro mais de madrugada, não me chamo mais de tonta em frente ao espelho, não borro mais com a mão o meu batom vermelho. não puxo os meus cabelos. não brigo mais. nada de gritos e palavrões. nada de portas batidas rachando as paredes aos poucos. nada de perseguições. fica combinado que eu não acredito mais em bonecos de noivos em cima de bolo cheio de creme. em fatia cortada de baixo pra cima. em goles de bebida em copos cruzados. combinado, então. eu não me derreto mais com flores no meio do dia. não acredito mais em frases quase dentro da orelha. em lambidas no pescoço. em telefonemas. não me admiro mais com laço grande em caixa de presente. fica combinado que não sou mais a boazinha, a paciente. a partir de hoje, pedra no lugar do coração. fica combinado que não haverá mais sofrimento, dor, envolvimento. a partir de hoje, abandono de vez o papel de santa. serei puta. a partir de hoje, nem beijo na boca"
[Eduardo Baszczyn]
http://www.coisasdagaveta.blogspot.com/
[Eduardo Baszczyn]
http://www.coisasdagaveta.blogspo
Se quiser que eu minta, eu minto
Se quiser que eu finja, eu finjo
se quiser que eu chore, eu choro
se quiser que eu sinta... me perdoe.
eu sempre fiquei na esperança de que um dia o que você escreveu fosse pra mim... mas eu nem acredito mais em amor, nem em coisas bonitas como ele. por mais que eu mostrasse você nunca sentiu, por mais que eu passasse por cima de tudo... você nunca achou que estava errado... e por mais que eu te perdoasse de antemão você nunca desmonstrou se importar, sempre achando que estava certo e eu sempre mais errada pra você. por mais que eu mova o mundo, nunca seria o bastante ou o suficiente. como nunca fui. pra você.
"É por saber como tudo termina, que abandono esta história por aqui. Incompleta. Eu, hoje, corto dois pontos dessas minhas reticências e deixo apenas um."
[Eduardo Baszczyn]
http://www.coisasdagaveta.blogspot.com/
Se quiser que eu finja, eu finjo
se quiser que eu chore, eu choro
se quiser que eu sinta... me perdoe.
eu sempre fiquei na esperança de que um dia o que você escreveu fosse pra mim... mas eu nem acredito mais em amor, nem em coisas bonitas como ele. por mais que eu mostrasse você nunca sentiu, por mais que eu passasse por cima de tudo... você nunca achou que estava errado... e por mais que eu te perdoasse de antemão você nunca desmonstrou se importar, sempre achando que estava certo e eu sempre mais errada pra você. por mais que eu mova o mundo, nunca seria o bastante ou o suficiente. como nunca fui. pra você.
"É por saber como tudo termina, que abandono esta história por aqui. Incompleta. Eu, hoje, corto dois pontos dessas minhas reticências e deixo apenas um."
[Eduardo Baszczyn]
http://www.coisasdagaveta.blogspo
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
malditos librianos...
e suas balanças... nas quais
por mais que se pese... o peso é sempre o mesmo.
prefiro minha impulsividade ¬¬'
com ela não corro o risco de pesar direito e não fazer as coisas que eu quero.
sim, eu estava certa o tempo todo, não, o que eles dizem não devia dizer nada e talvez minhas saídas não fossem fugas... elas eram apenas saídas. de emergência, mas sempre saídas.
por mais que se pese... o peso é sempre o mesmo.
prefiro minha impulsividade ¬¬'
com ela não corro o risco de pesar direito e não fazer as coisas que eu quero.
sim, eu estava certa o tempo todo, não, o que eles dizem não devia dizer nada e talvez minhas saídas não fossem fugas... elas eram apenas saídas. de emergência, mas sempre saídas.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Quando penso em alguém... é por você que eu fecho os olhos.
Quando um cara nos pede uma chance e a gente dá... a gente dá.
Beijar é fácil, cara! O difícil nessa vida é se entregar.
Difícil também voltar atrás depois do Adeus.
Difícil ter estômago... para sorrir depois de levar um soco.
Difícil não aceitar fugir... quando um estranho te pára e te pede um beijo.
Por quê beijar... beijar é fácil. Difícil é o dia seguinte... é dar uma chance e ficar extasiada ao fechar os olhos e sentir o mundo inteiro perder o sentido.
Quando o mundo pára, é no seu abraço que eu me perco;)
[um de menos]
Quando um cara nos pede uma chance e a gente dá... a gente dá.
Beijar é fácil, cara! O difícil nessa vida é se entregar.
Difícil também voltar atrás depois do Adeus.
Difícil ter estômago... para sorrir depois de levar um soco.
Difícil não aceitar fugir... quando um estranho te pára e te pede um beijo.
Por quê beijar... beijar é fácil. Difícil é o dia seguinte... é dar uma chance e ficar extasiada ao fechar os olhos e sentir o mundo inteiro perder o sentido.
Quando o mundo pára, é no seu abraço que eu me perco;)
[um de menos]
terça-feira, 23 de junho de 2009

- coisas que eu não deveria dizer se eu quisesse ser sua mulher
"não eu não tenho sempre as unhas compridas e vermelhas
não tenho o cabelo sempre liso e não estou sempre arrumada
quase nunca uso rendas sob a roupa
não costumo fazer a sobrancelha de vez em quando
minha pele não tá sempre ótima
meu perfume não é de mulherzinha
nem minhas botas, minhas meias, meus sapatos, meus chinelos
nem minhas camisolas, nem meus anéis
nem um monte de coisas que você desejaria
mesmo que eu use brincos interessantes todo dia e pinte os olhos
e eu não sou vaidosa mesmo estando sempre cheirosa e disposta com meu melhor sorriso
e cheia de palavras bonitas ou despudoradas sussurradas ou quase não ditas quando é melhor não falar
e eu sou de verdade
eu grito, choro, peço, escuto, escolho, obedeço, esqueço, acredito - não sou corajosa e nem forte nem frágil e nem carinhosa
eu entendo, explico, espero
tenho um monte de coisas boas e ruins e misturadas - mas sou esta pessoa e não aquela
e posso até mudar um pouco pra te agradar com prazer talvez
mas primeiro você tinha que me querer assim mesmo no pior dia
porque quando eu estiver grávida, embora toda mulher que carrega uma criança seja linda, pode ser que eu fique um horror e você tinha que gostar mesmo assim
enfim, eu não fui feita no molde que você adora
e talvez eu tenha preguiça de me transformar todo dia ou não
pode ser até natural se for um amor profundo e preenchido de alegria além de desejo
mas por isso talvez a gente se derreta pra virar uma coisa só ou nada."
[pOr: menina no espelho]
quarta-feira, 10 de junho de 2009
veja você... neste quadro

22/11/08
"Te ofereci todas as estrelas do céu e você escolheu ficar trancado com sua vela acesa na escuridão escondida embaixo da cama.
Te ofereci todas as águas dos sete mares, e você escolheu seu conta gotas.
Te ofereci as areias do deserto e você escolheu seu nome escrito em um grão de arroz.
Te ofereci o mundo inteiro... e você me negou um beijo três vezes."
Era uma vez e dois pontos finais.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Apenas um estado de alma... e o nosso é Parintins
"Não gosto da estação interior que substituiu minha primavera: uma mistura de decepção, de secura e de rancor.
Mergulho num tempo vazio onde não tenho mais motivo para sonhar.
O mais triste num sofrimento é se perguntar: "Vale a pena?"... Vale a pena todo esse sofrimento por quem nem mesmo pensa em avisar? Certamente não. Então nem sofrimento se tem mais, e isto é ainda mais triste."
[Saint-Exupery]
Mergulho num tempo vazio onde não tenho mais motivo para sonhar.
O mais triste num sofrimento é se perguntar: "Vale a pena?"... Vale a pena todo esse sofrimento por quem nem mesmo pensa em avisar? Certamente não. Então nem sofrimento se tem mais, e isto é ainda mais triste."
[Saint-Exupery]
quarta-feira, 6 de maio de 2009
"suas idéias não correspondem aos fatos"
Eu tava indo bem, muito bem por sinal...
Ae o destino com sua ironia sarcástica fudeu tudo só pra variar
"Êta vida besta."
Ae o destino com sua ironia sarcástica fudeu tudo só pra variar
"Êta vida besta."
" um dia desses talvez a alma mude de nome, como também de vida "
Às vezes, de repente, tudo fica tão difícil que parece que Deus se esqueceu. Mas na verdade fomos nós que nos esquecemos. Dele e do que éramos antes de sermos “nós”, quando éramos apenas “eu” ou “você”.
Ninguém pode fazer nada para nos ajudar, se não quisermos ser ajudados. Nada vai cair do céu em nossas mãos e mudar nossas vidas de repente. Nem tudo passa, mas talvez você passe por aqui e me faça esquecer tudo que eu fiz, tudo que fizemos.
Perdi o bonde e a esperança, perdi a fé no mundo e nas pessoas, perdi a calma, perdi você, perdi tudo. Volto todos os dias para casa cismando na derrota incomparável. A tristeza é do tamanho do mundo e o mundo ficou enorme, de um instante pro outro.
Fomos além de todos os limites, esgotamos todas as possibilidades. Acabou. Não sobrou espaço para mais nada. Nem pedra sobre pedra. Apenas cartas marcadas. Não nos entendemos mais. Não esperamos mais ser surpreendido pelo outro. Não esperamos mais do que educação, beijo sem paixão, crime sem castigo, aperto de mãos, apenas bons amigos. Hoje, brigas e ciúmes, são só o que existe entre nós dois. Só conseguimos nos entender quando o nível de álcool e hormônios em nosso sangue são suficientemente altos para qualquer coisa ser ruim.
Quando tudo começou eu não fazia idéia de onde o barco iria desaguar, e veja você até onde chegamos. Longe demais e tarde demais.
Eu nunca quis te ganhar, inventei motivos e desculpas, construí castelos, desenhei um universo inteirinho e te entreguei numa bandeja tudo de mais belo que eu tinha, te dei todas as verdades e olhares que podia, te dei minha palavra, minha honra e meu respeito, lágrimas sofridas e feridas do meu peito.
Eu te via em todo lugar, fiz de tudo céu e via em tudo o mar. O seu olhar era um lago onde eu havia mergulhado e não queria nunca ter que submergir. Tanto que forjei, tanto te soltei. Eu entendo você se você quiser ir embora, porque não vai ser a primeira vez nas últimas 24 horas. Parecia exagero, mas eu sou mesmo exagerada, jogada aos seus pés te traria mil rosas roubadas. Venho ao mesmo lugar todos os dias, só para te encontrar por acaso.
E não é nenhuma novidade ficar uma semana sem dormir, bebendo para esquecer, tentando me afogar em álcool até que você me esqueça, tentando te afogar junto com a vontade de sumir de vez daqui, no fundo de cada copo. Fechando bares pela madrugada, fazendo apostas e perdendo a dignidade, a identidade, o emprego, o tempo e a vida. Procurando seu abraço em outros braços, seu cheiro em outros perfumes, seus beijos em outras bocas, seu olhar no espelho. Tentando dar a outros o amor que só cabe em seus braços.
Você me quis em todo lugar, e eu, ingênua lia intenção em cada olhar e vivia presa. Hoje, de manhã, quando o último bar se fecha me lembro que não tenho para onde ir. Apesar dos amigos e das bebidas e festas, não faz diferença, o divertido era dividir minhas alegrias e tristezas com você. È um doce te amar, o amargo foi quere-te pra mim. Numa esquina nossas vidas se cruzaram, e numa mesa de bar te conheci, e quando você me beijou a primeira vez eu senti que nunca mais haveria nada igual na vida, e porque todo dia quando acordava a primeira coisa que eu procurava e queria ver era o seu rosto, eu achava que nosso amor ia durar. A gente tem que amar alguma coisa, e, eu sabia o que eu queria e o que eu queria estava em minhas mãos, e era você. Mas agora eu não sei mais. Preciso me ver antes de te ter e ser tua, me lembrar o que eu queria, o que eu fazia. Os dias que eu me vejo só, e me sinto o último dos mortais sobre a face da terra são os dias que eu me encontro mais.
Eu sei que você já beijou outras bocas que não a minha, também já amou a outras quando não me conhecia. Mas toda bossa é nova e você não liga se é usada. O triste é que todo carnaval tem seu fim, a primavera se foi e esse é o fim. Pra que mudar? Talvez um dia a gente se encontre. Talvez encontre explicação. Isso que você me pede eu não posso fazer porque desse jeito você me perde, eu perco você. Do mesmo jeito que o que você não pode eu não vou te pedir e o que você não quer eu não quero insistir.
Só imploro que você diga a verdade, doa a quem doer. Roendo as unhas eu me arrependo de ter dito “nem pensar”, eu sei, o que eu disse foi sem pensar, mas eu fui sincera como não se pode ser, te amei como uma pessoa não pode amar outra nos dias de hoje, Um erro tão vulgar que me persegue a noite inteira, todas as noites, e quando a bebedeira acaba ele ainda consegue me achar, num bar, com um vinho barato, um cigarro no cinzeiro e uma cara embriagada no espelho do banheiro. E como castigo , neste instante, tenho meu coração nas mãos, como um refrão de bolero.
E o mais terrível é que no começo eu só queria brincar de ser feliz, achando que podia pintar o mundo cinza através da janela, e pra isso só precisava da ajuda do meu nariz!
Hoje, eu só me pergunto com qual coragem você me repudia tanto, minutos depois de me beijar e ver a tristeza em meu olhar. E espero que a alma mude de nome, como também de vida, e também que exista alguém pra me libertar.
[a frase do título é da Net, Leynet, mas o texto não.]
Ninguém pode fazer nada para nos ajudar, se não quisermos ser ajudados. Nada vai cair do céu em nossas mãos e mudar nossas vidas de repente. Nem tudo passa, mas talvez você passe por aqui e me faça esquecer tudo que eu fiz, tudo que fizemos.
Perdi o bonde e a esperança, perdi a fé no mundo e nas pessoas, perdi a calma, perdi você, perdi tudo. Volto todos os dias para casa cismando na derrota incomparável. A tristeza é do tamanho do mundo e o mundo ficou enorme, de um instante pro outro.
Fomos além de todos os limites, esgotamos todas as possibilidades. Acabou. Não sobrou espaço para mais nada. Nem pedra sobre pedra. Apenas cartas marcadas. Não nos entendemos mais. Não esperamos mais ser surpreendido pelo outro. Não esperamos mais do que educação, beijo sem paixão, crime sem castigo, aperto de mãos, apenas bons amigos. Hoje, brigas e ciúmes, são só o que existe entre nós dois. Só conseguimos nos entender quando o nível de álcool e hormônios em nosso sangue são suficientemente altos para qualquer coisa ser ruim.
Quando tudo começou eu não fazia idéia de onde o barco iria desaguar, e veja você até onde chegamos. Longe demais e tarde demais.
Eu nunca quis te ganhar, inventei motivos e desculpas, construí castelos, desenhei um universo inteirinho e te entreguei numa bandeja tudo de mais belo que eu tinha, te dei todas as verdades e olhares que podia, te dei minha palavra, minha honra e meu respeito, lágrimas sofridas e feridas do meu peito.
Eu te via em todo lugar, fiz de tudo céu e via em tudo o mar. O seu olhar era um lago onde eu havia mergulhado e não queria nunca ter que submergir. Tanto que forjei, tanto te soltei. Eu entendo você se você quiser ir embora, porque não vai ser a primeira vez nas últimas 24 horas. Parecia exagero, mas eu sou mesmo exagerada, jogada aos seus pés te traria mil rosas roubadas. Venho ao mesmo lugar todos os dias, só para te encontrar por acaso.
E não é nenhuma novidade ficar uma semana sem dormir, bebendo para esquecer, tentando me afogar em álcool até que você me esqueça, tentando te afogar junto com a vontade de sumir de vez daqui, no fundo de cada copo. Fechando bares pela madrugada, fazendo apostas e perdendo a dignidade, a identidade, o emprego, o tempo e a vida. Procurando seu abraço em outros braços, seu cheiro em outros perfumes, seus beijos em outras bocas, seu olhar no espelho. Tentando dar a outros o amor que só cabe em seus braços.
Você me quis em todo lugar, e eu, ingênua lia intenção em cada olhar e vivia presa. Hoje, de manhã, quando o último bar se fecha me lembro que não tenho para onde ir. Apesar dos amigos e das bebidas e festas, não faz diferença, o divertido era dividir minhas alegrias e tristezas com você. È um doce te amar, o amargo foi quere-te pra mim. Numa esquina nossas vidas se cruzaram, e numa mesa de bar te conheci, e quando você me beijou a primeira vez eu senti que nunca mais haveria nada igual na vida, e porque todo dia quando acordava a primeira coisa que eu procurava e queria ver era o seu rosto, eu achava que nosso amor ia durar. A gente tem que amar alguma coisa, e, eu sabia o que eu queria e o que eu queria estava em minhas mãos, e era você. Mas agora eu não sei mais. Preciso me ver antes de te ter e ser tua, me lembrar o que eu queria, o que eu fazia. Os dias que eu me vejo só, e me sinto o último dos mortais sobre a face da terra são os dias que eu me encontro mais.
Eu sei que você já beijou outras bocas que não a minha, também já amou a outras quando não me conhecia. Mas toda bossa é nova e você não liga se é usada. O triste é que todo carnaval tem seu fim, a primavera se foi e esse é o fim. Pra que mudar? Talvez um dia a gente se encontre. Talvez encontre explicação. Isso que você me pede eu não posso fazer porque desse jeito você me perde, eu perco você. Do mesmo jeito que o que você não pode eu não vou te pedir e o que você não quer eu não quero insistir.
Só imploro que você diga a verdade, doa a quem doer. Roendo as unhas eu me arrependo de ter dito “nem pensar”, eu sei, o que eu disse foi sem pensar, mas eu fui sincera como não se pode ser, te amei como uma pessoa não pode amar outra nos dias de hoje, Um erro tão vulgar que me persegue a noite inteira, todas as noites, e quando a bebedeira acaba ele ainda consegue me achar, num bar, com um vinho barato, um cigarro no cinzeiro e uma cara embriagada no espelho do banheiro. E como castigo , neste instante, tenho meu coração nas mãos, como um refrão de bolero.
E o mais terrível é que no começo eu só queria brincar de ser feliz, achando que podia pintar o mundo cinza através da janela, e pra isso só precisava da ajuda do meu nariz!
Hoje, eu só me pergunto com qual coragem você me repudia tanto, minutos depois de me beijar e ver a tristeza em meu olhar. E espero que a alma mude de nome, como também de vida, e também que exista alguém pra me libertar.
[a frase do título é da Net, Leynet, mas o texto não.]
domingo, 22 de março de 2009
amor de vitória
Me sinto uma garota de sete anos que se perdeu dos pais no shopping e quanto mais eu ando mais perdida fico.
Eu não sei se acredito em você e espero, se desisto de tudo e viro uma idiota cretina e tento ser feliz de uma maneira fútil e ordinária, ou se te coloco na parede e te faço escutar tudo que você mereceu e eu nunca falei; às vezes que engoli calada cada afronta e acusação injusta que você me cuspiu na cara.
Sei que eu falharia miseravelmente em qualquer tentativa de te afastar, simplesmente por que "ainda não" posso conceber existir sem te sentir; e só por isso a primeira opção ainda me serve, a segunda é razoável e a terceira é impossível. O máximo que sairia da minha boca seria:
"Olha pra mim! Tá vendo isso? Foi você. Você acabou comigo e eu deixei. Eu achei que seria diferente e você foi soh um babaca!".
Mas pra mim já seria o suficiente e eu poderia deitar de noite e dormir e ainda sonhar. Sem o peso que eu carrego no olhar. Sem esperar quem me deixou plantada e disse que era pra acreditar.
Passei os anos contando os minutos. Acreditava que cada um que passava era um a menos, um mais perto.
Sozinha, sentada no alto daquela janela esperei durante muitos, infinitos minutos a menos contados.
Chorava em silencio quando a noite caia, na esperança do novo dia trazer junto com o novo sol que nascia aquele que me pediu para acreditar no que sua boca silenciava e seus olhos gritavam.
Ele me pediu para seguir adiante sem me avisar que iria ficar para tras.
Ele me fez acreditar que me esperaria lá embaixo para me fazer demorar um pouco mais, e a ansiedade para ter o que por tanto tempo esperava só me fez andar mais rápido, depois daquela promessa.
Ele me pediu para segurar a onda e esqueceu que eu nao sabia nadar.
O primeiro tapa que levei na cara foi o mais forte, os seguintes vieram para nao me deixar esquecer a dor dele.
Quando eu me dei conta, esperava por alguém que eu nem sabia mais quem era.
Alguém que nao viria.
Algo que deveria acontecer, naquele momento que passou e nem notamos.
''Todo amor eterno só é belo se for triste. E tristeza é algo que nunca faltou a nenhum deles.''
Eu não sei se acredito em você e espero, se desisto de tudo e viro uma idiota cretina e tento ser feliz de uma maneira fútil e ordinária, ou se te coloco na parede e te faço escutar tudo que você mereceu e eu nunca falei; às vezes que engoli calada cada afronta e acusação injusta que você me cuspiu na cara.
Sei que eu falharia miseravelmente em qualquer tentativa de te afastar, simplesmente por que "ainda não" posso conceber existir sem te sentir; e só por isso a primeira opção ainda me serve, a segunda é razoável e a terceira é impossível. O máximo que sairia da minha boca seria:
"Olha pra mim! Tá vendo isso? Foi você. Você acabou comigo e eu deixei. Eu achei que seria diferente e você foi soh um babaca!".
Mas pra mim já seria o suficiente e eu poderia deitar de noite e dormir e ainda sonhar. Sem o peso que eu carrego no olhar. Sem esperar quem me deixou plantada e disse que era pra acreditar.
Passei os anos contando os minutos. Acreditava que cada um que passava era um a menos, um mais perto.
Sozinha, sentada no alto daquela janela esperei durante muitos, infinitos minutos a menos contados.
Chorava em silencio quando a noite caia, na esperança do novo dia trazer junto com o novo sol que nascia aquele que me pediu para acreditar no que sua boca silenciava e seus olhos gritavam.
Ele me pediu para seguir adiante sem me avisar que iria ficar para tras.
Ele me fez acreditar que me esperaria lá embaixo para me fazer demorar um pouco mais, e a ansiedade para ter o que por tanto tempo esperava só me fez andar mais rápido, depois daquela promessa.
Ele me pediu para segurar a onda e esqueceu que eu nao sabia nadar.
O primeiro tapa que levei na cara foi o mais forte, os seguintes vieram para nao me deixar esquecer a dor dele.
Quando eu me dei conta, esperava por alguém que eu nem sabia mais quem era.
Alguém que nao viria.
Algo que deveria acontecer, naquele momento que passou e nem notamos.
''Todo amor eterno só é belo se for triste. E tristeza é algo que nunca faltou a nenhum deles.''
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